Casa de Farinha da comunidade Riozinho - PR



A comunidade

A comunidade Riozinho, Guaratuba, Paraná, é composta por cerca de 20 famílias, que têm sua economia baseada no extrativismo, no artesanato, na pesca e no turismo. 

Ferreira et. al. (2009) caracterizam a população da região como sendo a sua maioria constituída de agricultores familiares, tendo suas atividades voltadas para o cultivo da mandioca, a produção de farinha de mandioca, a pesca, o extrativismo do cipó-preto (Philodendron corcovadense Kunth) e o musgo (Sphagnum sp.). Dessas famílias, segundo esses autores, cerca de 70%, sobrevivem na floresta Atlântica a partir da venda dos produtos florestais não madeiráveis como o cipó-preto para a confecção de cestarias e o musgo para arranjos fúnebres. 

Desta forma, conforme o Plano de Manejo da APA de Guaratuba (SEMA, 2006), a região do Riozinho exerce grande impacto ambiental sobre as áreas de preservação. 

O principal potencial da região é sem dúvida o turismo e a pesca, mas, no entanto, muitos locais estão dominados pelo plantio de Pinus, de uma grande empresa madeireira catarinense.

Segundo Denardin et. al. (2009a), a cultura da mandioca atua na região como uma “atividade amortecedora”, pois contribui para a segurança alimentar das famílias e apresenta-se como atividade com potencial para gerar renda, podendo ser comercializada in natura ou industrializada (farinha, fécula, mandioca chips etc.).

A comunidade possui luz elétrica, telefone público, comércio, igrejas, pousada e trapiche para barcos. O abastecimento de água é feito por poços artesianos, não há abastecimento público de água. 

Não há associação de moradores na comunidade.